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As modificações na corporalidade são um conjunto imenso de todas as mudanças que pessoas realizam/podem realizar em seus corpos. São também expressões de gênero. As modificações podem ser reversíveis ou irreversíveis, cirúrgicas ou não.

Esse conjunto inclui modificações corporais como tintura de cabelo, piercings, tatuagens, implantes na pele, bifurcação da língua, escarificação, branding, etc, porém o foco será modificações corporais geralmente associadas a pessoa trans. Só que é importante lembrar que nenhuma pessoa trans é obrigada a modificar seu corpo!

Lista de modificações não-cirúrgicas

Modificações cirúrgicas

Inclui cirurgias transgenitalizadoras, mastectomia, mamoplastia, implantes de silicone, feminização facial e outras. Essas modificações corporais são comumente chamadas de: cirurgias de afirmação de gênero, cirurgias de redesignação sexual (CRS), porém estes termos podem ser considerados ofensivos e cisnormativos. Novas terminologias não-preconceituosas estão sendo buscadas.

Não é correto dizer "cirurgia de mudança de sexo", porque a pessoa não está mudando de sexo, está modificando seus genitais cirurgicamente.

A realização clandestina de cirurgias pode ser um risco à saúde. 

Enquanto que essas cirurgias plásticas não são proibidas para mulheres cisgêneras e homens cisgêneros, para pessoas trans, existe proibição, pois elas precisam passar por, no mínimo, dois anos de acompanhamento psiquiátrico para conseguir um laudo. Pessoas trans NÃO têm o direito de autonomia sobre o próprio corpo. 

Cirurgias transgenitalizadoras

Termo sinônimo: cirurgias de reconstrução genital. Conjunto de cirurgias médicas que visam modificar os genitais com os quais a pessoa nasceu. Por exemplo, modificação cirúrgica de pênis em vagina e vulva.

Histerectomia total ou radical

Remoção cirúrgica do útero, colo do útero, ovários e tubas uterinas. Pode ser feita pelo SUS, por planos de saúde ou por clínicas particulares.

Neofaloplastia

Só ocorre como cirurgia experimental no Brasil. A neofaloplastia é a construção de um pênis formado a partir da pele de outras partes do corpo da própria pessoa e seu enxertamento na área do órgão genital. É possível ter uretra (para urinar em pé), glande (a cabeça do pênis) e testículos. A sensibilidade erógena não fica fisicamente idêntica ao de alguém que já nasceu com um pênis, já que no organismo da pessoa ovariada, o nervo que tem essa sensibilidade estaria ligado ao clitóris, e na pessoa testiculada este nervo estaria localizado na glande do pênis. A pele e o tecido dos lábios vaginais seriam utilizados para criar um escroto (escrotoplastia) e implantar próteses de silicone para simularem a existência de testículos. Também é possível colocar no pênis um implante de ereção e assim ser possível penetrar com ele. Complicações possíveis da neofaloplastia são o fechamento do trato urinário (estenose), morte do tecido do pênis (necrose) e fístulas (inflamações). Esta cirurgia dá uma aparência final mais realista ao neopênis; a depender das técnicas utilizadas pode ficar funcional; mas fisiologicamente não é idêntico ao de alguém que já nasceu com um pênis.

Metoidioplastia

Pode ser feita no SUS. Com os efeitos do tratamento hormonal com testosterona, o clitóris cresce com o tempo até atingir um tamanho médio de 4-5 cm. Em uma metoidioplastia o clítoris já grande é "solto" de sua posição original e movido à frente para uma posição que lembra mais a de um pênis. Em alguns casos, a uretra é alongada para que termine na ponta do neofalo. A metoidioplastia (que alguns denominam também de ortofaloplastia) é a criação de um pênis a partir do clitóris que cresceu pelo uso da testosterona. A pele ao redor do clitóris é removida para que o clitóris possa se estender da região pubiana e dar a aparência de um pênis. A gordura da região pubiana pode ser retirada, e a pele em torno da área puxada. Algumas pessoas também têm a uretra alongada, o que torna possível urinar de pé. A cirurgia de metoidioplastia também é feita com a remoção da vagina (colpectomia), e a criação do escroto e testículos (escrotoplastia). Esta cirurgia fica com um resultado final fisiologicamente mais semelhante ao de um pênis comum (sensibilidade erógena semelhante e capacidade de ficar ereto semelhante). Mas o pênis resultante é menor que o tamanho médio do pênis de uma pessoa testiculada (seria um micropênis) e seu uso na relação sexual seria limitado.

Vaginoplastia

Construção cirúrgica de uma vagina. A glândula bulbouretral, bem como a próstata, são mantidas para possibilitar que a vagina tenha alguma lubrificação natural. Pode ser feita pelo SUS.

Orquiectomia

Remoção cirúrgica dos testículos. É um procedimento muito utilizado em mulheres trans no exterior mas ainda muito pouco conhecido e utilizado no Brasil. É uma cirurgia simples e bem conhecida pelos urologistas pois é muito utilizada em casos de cânceres que afetem a região das gônadas como o de próstata. Com a eliminação dos testículos diminui-se o volume causado pelos genitais. Isso torna mais fácil utilizar biquines por exemplo. Elimina-se a produção de testosterona não sendo na maioria dos casos necessário utilizar algum bloqueador de testosterona como parte do tratamento hormonal. Então, diminui os riscos a saúde causados pelo consumo de anti-andrógenos, permitindo a redução das doses hormonais. Existe a possibilidade da pessoa perder a capacidade de ter orgasmos ou até de ter ereção. Se estes riscos representarem um problema muito grande a cirurgia é desaconselhável. Muitas mulheres trans que se submetem a orquiectomia continuam com a capacidade de ter ereções e orgasmos mas cada organismo reage de um jeito e não há como garantir as funções sexuais previamente. A pessoa só vai descobrir isso depois de fazer a cirurgia. Portanto se o orgasmo é mais importante que qualquer outro benefício, não faça! Para quem pretende fazer uma vaginoplastia é possível realizar a orquiectomia antes. Mas é importante se atentar para a técnica a ser utilizada. Enquanto para alguém que não pretende fazer a vaginoplastia pode ser benéfico a remoção do saco escrotal, para quem pretende fazer a vaginoplastia a integridade do escroto é imprescindível! Dê preferência para um cirurgião que também realize vaginoplastia. Converse abertamente sobre isso com o cirurgião de sua escolha. SUS não cobre essa cirurgia.

Mastectomia e mamoplastia

Como não é somente retirada das mamas, mas também reconstrução do peitoral, é ideal que seja feita por pessoa cirurgiã plástica. Pode ser feita pelo SUS, por planos de saúde ou por clínicas particulares.

Implantes de silicone nas mamas

O implante de silicone, também chamado de mamoplastia de aumento, é um procedimento cirúrgico que tem como objetivo aumentar o volume das mamas e proporcionar um melhor contorno, firmeza e simetria para os seios através da inclusão de prótese de silicone.

Feminização facial

Cirurgia de Feminização Facial (CFF) é um dos recursos médicos usados para suavizar o aspecto do rosto e torná-lo "mais feminino". Há vários procedimentos cirúrgicos envolvidos, os quais podem ser feitos em conjunto ou de acordo com a necessidade de cada paciente. Os mais usuais são: raspagem das arestas das sobrancelhas, abrandamento do formato da mandíbula, diminuição ou redimensionamento da testa (e das possíveis entradas), rinoplastia, transplante capilar, raspagem do pomo-de-adão, lifting, blefaroplastia, aplicação de colágeno, entre outros.

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